Meios de hospedagem sentem os reflexos do Coronavírus e buscam retomada

Empresários procuram formas para gerar movimentação financeira e reduzir prejuízos

O setor de turismo foi impactado fortemente no país e no mundo. E no território capixaba não foi diferente, principalmente nesta época onde o turismo de negócios aquece o setor no estado. No entanto, esses reflexos da pandemia chegam nos meios de hospedagens devido à quebra da cadeia que se inicia pelo isolamento social, restrição de voos nacionais e internacionais, fechamento de entradas de países e estados, empresas se adaptando ao home office.

A situação fez com que empresários buscassem novas formas de atendimento, como a redução de número de quartos disponíveis para cumprir determinações de distanciamento. Alguns oferecem serviços para profissionais de saúde e condições especiais para clientes, afim de estimular um fluxo financeiro e reduzir os prejuízos do setor. No entanto, os meios de hospedagem estão entre os mais prejudicados e o setor já registra cerca de 95% de cancelamentos e perdas financeiras que chegam a 90%.  Muitos eventos coorporativos que aconteceriam em espaços dos hotéis também foram cancelados fator que também gera prejuízo ao segmento.

O presidente do Sindicato de Hotéis e Meios de Hospedagem do Espírito Santo (Sindihotéis-ES), Attila Miranda Barbosa, explica que “O impacto é grande! A média atual de ocupação varia entre 5% a 7%, índice muito abaixo do normal, que nesse período do ano a média de ocupações chegaria a 70%, 80%. “O empresariado está fazendo todo o esforço pela sobrevivência de seus empreendimentos e para não demitir seu pessoal. Em meio à crise, o Sindihotéis está em negociação com os sindicatos laborais para evitar demissões. Mas algumas foram inevitáveis no momento”, afirma.

Diante desse cenário, a funcionalidade do setor tem se modificado. Um exemplo é o motel, que tem se tornado uma alternativa de meio de hospedagem para viajantes e profissionais durante a pandemia, e fortalece essa nova realidade.

Desse modo, o motel tem mudado a forma que normalmente é caracterizado no Brasil e ganhado a preferência por esses clientes. Porém, a hospedagem nesse segmento hoteleiro em outros países já é comum, mas ainda pouco usual no país, e o motel se destaca pela praticidade, pelo funcionamento 24 horas, estrutura, segurança e alimentação de qualidade oferecido.  Segundo Barbosa, o movimento nos motéis estava praticamente zerado e a demanda acontece principalmente no serviço pernoite, mas as hospedagens seguem bem abaixo do previsto para o período.

Barbosa ainda destaca que “a procura e atendimento por esses serviços potencializa a importância do setor de meios de hospedagens para a sociedade. Afinal, a assistência está sendo dada especialmente aos profissionais da cadeia produtiva que está em operação como transportadores de cargas como alimentos, insumos e produtos essenciais, que não podem parar”.

Defesa do setor

Dentre as diversas ações e incentivos buscados diariamente para superar a situação em que o setor vive, o sindicato conseguiu uma liminar determinando que a prestadora de energia elétrica se abstenha de suspender ou interromper o fornecimento das unidades consumidoras dos estabelecimentos filiados ao sindicato, pelo prazo de 60 dias.

Além disso, também tem reforçado a campanha de incentivo a remarcação de reservas, dado suporte e orientação jurídica sobre questões trabalhistas e cancelamentos aos meios de hospedagem associados para amenizar as perdas no setor.

Foto: Banco de imagem/ Freepik

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