Encontro virtual coordenado pelo Cetur da CNC reuniu 11 Federações, Sesc e Senac para detalhar planejamento estratégico; malha aérea regional é prioridade do eixo de Políticas Públicas
O Grupo de Trabalho Conexão Turismo para a Amazônia realizou, na quinta-feira (26), reunião virtual para alinhar o planejamento estratégico de 2026, revisar metas e detalhar o cronograma de execução das ações nos 11 estados participantes. Coordenado pelo Conselho Empresarial de Turismo e Hospitalidade (Cetur) da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), o encontro teve como foco central a conectividade aérea na região amazônica, tratada como pauta estruturante para o desenvolvimento do turismo regional.
Participaram representantes da Diretoria de Relações Institucionais (DRI) e das Fecomércios do Acre, Amapá, Amazonas, Maranhão, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Pará, Piauí, Rondônia, Roraima e Tocantins, com coordenadores de Turismo, representantes dos Departamentos Regionais do Sesc e do Senac e profissionais de Comunicação, que formam o Núcleo de Comunicação do Programa. O grupo conta com apoio técnico da Gerência de Lazer do Sesc DN e da equipe de Educação Profissional do Senac DN.
A pauta incluiu a apresentação do cronograma 2026, o detalhamento do Plano de Metas, os eixos estruturantes do programa e o diálogo com autoridades federais da área de aviação civil.

Integração e validação federativa
Na abertura da reunião, a gerente do Cetur, Aline Lopes, ressaltou a importância do alinhamento entre as Federações e os Conselhos de Turismo estaduais para a consolidação das metas do programa.
“Mais uma vez, agradeço a presença de todos. Estamos em um momento de muito trabalho, mas é fundamental detalharmos o nosso planejamento de 2026. Esse esforço integrado entre o Cetur, as Federações e os nossos Conselhos de Turismo é essencial para que estejamos todos na mesma página”, afirmou.
Lopes destacou que o conteúdo apresentado será posteriormente validado no Fórum da Amazônia, com participação da presidência do Sistema CNC-Sesc-Senac. “Tudo o que estamos discutindo e apresentando aqui será levado ao Fórum da Amazônia para validação. O nosso presidente, inclusive, fará uma apresentação junto aos demais presidentes que integram o fórum, consolidando esse alinhamento institucional”, explicou.
Segundo ela, o encontro é dedicado à revisão de metas, entregas e cronogramas distribuídos em três eixos estruturantes. A gerente também enfatizou que o diálogo com o governo federal sobre aviação regional deve ser compreendido como uma etapa de construção institucional.
“Este é um momento de escuta. Já encaminhamos algumas demandas e fizemos alinhamentos prévios, mas agora estamos abrindo um canal de diálogo. Não se trata apenas de apresentar problemas, e sim de fortalecer o relacionamento institucional para avançarmos na principal temática do grupo, que é a malha aérea, fundamental para o desenvolvimento do turismo na região”, pontuou.
Metas integradas e visão 2030
O planejamento 2026 do Conexão Turismo para a Amazônia tem como objetivo promover a valorização e integração dos destinos turísticos por meio de experiências nos segmentos de natureza, ecoturismo, turismo de aventura, manifestações culturais e gastronomia regional, gerando identidade territorial, renda e desenvolvimento sustentável.
A área de abrangência do programa soma 8,5 milhões de km², mais de 60% do território brasileiro, e considera as diretrizes do Mapa do Turismo Brasileiro 2025, com foco nas regiões turísticas reconhecidas na Amazônia Legal.
O Painel de Metas traduz o compromisso coletivo dos 11 estados participantes. A construção partiu de 95 metas propostas pelas unidades federativas, consolidadas em 12 metas estruturantes do Conexão Turismo, organizadas em dois eixos finalísticos, Educação Profissional (Senac) e Turismo Social (Sesc), e articuladas ao eixo transversal de Políticas Públicas. O planejamento está orientado pela chamada Visão 2030, com resultados esperados a partir de 2026.
Eixo Educação Profissional: qualificação alinhada às vocações locais
Coordenado pelo Senac-DN, o Eixo Educação Profissional tem como objetivo promover a qualificação para o setor turístico, considerando as especificidades do mercado local e as vocações territoriais.
Entre as iniciativas previstas estão o monitoramento do crescimento de matrículas com base em 2025, a formalização de contratos e termos de cooperação técnica, a realização de webinars e eventos locais, projetos integradores, certificações como o Green Destination (Programa DEL Turismo – DR/MS) e a consolidação de 11 iniciativas de divulgação das ações de educação profissional. Também está prevista a elaboração de um plano nacional de comunicação para fortalecer a atuação do Senac junto ao setor.
As ações estão estruturadas em seis diretrizes: capacitação continuada; informação e comunicação; incentivos; promoção e comercialização; desenvolvimento e sustentabilidade do território; e governança.
Eixo Turismo Social: roteiros integrados e base comunitária
Sob coordenação do Sesc-DN, o Eixo Turismo Social busca ampliar e consolidar roteiros que valorizem experiências autênticas e promovam inclusão social e desenvolvimento regional.
O portfólio inicial reúne quatro iniciativas prioritárias, definidas a partir de processo colaborativo de priorização. Entre as metas estão apoiar 11 iniciativas de turismo de base comunitária com subsídios à profissionalização da mão de obra; promover a oferta de, no mínimo, 21 pacotes turísticos nos estados participantes; implementar pelo menos 11 roteiros de base comunitária; e realizar dois fóruns regionais de turismo em cada estado para engajar lideranças locais.
Também estão previstas ações como escuta turística voltada ao desenvolvimento social, criação de banco de cases do Turismo Social e desenvolvimento de plataforma digital integrada para comercialização de pacotes.
Políticas Públicas: conectividade aérea como pauta estruturante
O Eixo 3 Políticas Públicas concentra a principal temática do grupo, que é a malha aérea regional. A proposta é fortalecer a articulação institucional para ampliar a conectividade aérea, reduzir custos operacionais e fomentar políticas estruturantes que impulsionem o turismo e o desenvolvimento regional.
A atuação envolve estudos técnicos, reuniões estratégicas e articulação com a Diretoria de Relações Institucionais (DRI) da CNC, além do diálogo com órgãos federais e agências reguladoras. Em 2025, foram realizadas duas reuniões técnicas com a Secretaria Nacional de Aviação Civil, além da entrega de estudo técnico com recomendações para a aviação regional.
Entre as frentes prioritárias estão a ampliação da concorrência e estímulo a novos operadores regionais, incentivos econômicos e fiscais para rotas estratégicas, modernização da gestão aeroportuária, redução de entraves regulatórios e integração da malha aérea às estratégias do Programa Vai Turismo.
A agenda federal foi detalhada por autoridades convidadas: Daniel Ramos Longo, secretário nacional de Aviação Civil; Clarissa Costa de Barros, diretora do Departamento de Outorgas, Patrimônio e Políticas Regulatórias Aeroportuárias; e Júlia Lopes da Silva Nascimento, diretora do Departamento de Planejamento e Fomento. O encontro também previu espaço para a visão das concessionárias, com participação da Vinci Airports.
Ao final da reunião, o Cetur sistematizou os encaminhamentos de 2026 para validar e publicar o Painel de Metas e Iniciativas junto às Federações; estruturar um plano nacional de comunicação e posicionamento; realizar mapeamento estruturado de prioridades estaduais; elaborar cronogramas por estado; e implementar sistema de monitoramento e avaliação.
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